A MODA É SER LOUCO

A MODA É SER LOUCO

 

Conta-nos o Amorim, promotor de justiça, que loucos podem matar e ficarem libertos. Que nossa Constituição diz que os jurados são competentes e soberanos para julgar homicídios e tentativas e o Código de Processo Penal diz, por outro lado, que o julgador pode recusar o laudo, no todo ou em parte, mas se vê juízes que acham que a decisão deve ser deles e não dos jurados, evitando o Júri Popular e ( soberano ?), perpetuando a injustiça e a impunidade.

 

É sabido que o psicopata para o Direito Penal não é considerado louco, mas sim uma pessoa perversa ao extremo.

O que eles fazem? Ora mentem para todo mundo, e principalmente para o psiquiatra forense e o doutor acredita candidamente e acabamos tendo um laudo que mais é uma absolvição.

 

Sabe-se que os estudos que falam destes doidos varridos e malfeitores, e existem muitos em todos os lugares e profissões, são pródigos em afirmar que os psicopatas se proliferam em nossa sociedade, nas ruas, bancos, escolas, delegacias e demais policiais civis e militares e também no meio penitenciário, não só presos, mas também funcionários, alguns graduados até, que usam de sua fina psicopatia para envolver-se como exemplos e dignos e acabam fazendo atrocidades na função contra os próprios colegas, pois eles possuem muita facilidade em enganar as pessoas menos avisadas e até parecem exemplares cidadãos cônscios de suas obrigações: ledo engano.

 

Uns para enganar a polícia e até a justiça, chegam a tentarem o suicídio, como tiro na boca (bochecha) barriga da perna, ou entre as costelas para o começo de sua defesa processual após cometer crime ou crimes que pela ação louca, lhe emprestam essa imagem de loucos mesmos, ao ponto de tentarem contra sua própria vida.

 

Aqui no Brasil, contunua o promotor, este fato é muito comum onde a perícia psiquiátrica é feita com base em insuficientes elementos o que aumenta a margem de erros.

 

Recomenda à profissão de psiquiatria forense que os exames de verificação de inimputabilidade deve recolher variada quantidade e elementos para que possam aquilatar em todos os ângulos o acontecido.

 

Mas por falta mesmo de materiais apropriados disponíveis aos peritos, o que acontece é uma lamentável entrevista com o louco que está prá lá de sabido e a oitiva de alguns parentes e colegas que mais querem ver ele livre das grades.

 

E assim vemos estupradores, assassinos, soltos e disponíveis a um próximo ataque.

 

Loucos mesmo somos nós que aguentamos tudo isso!

A BIKE

A BIKE

A gasolina é o sangue do ocidente, isso há muitos anos. É o sangue que vale ouro preto.
Dai que o aumento dos preços dos barris veio atingir os países em desenvolvimento em cheio.

O consolo é que cá entre nós, ninguém jamais esqueceu como andar de bicicleta, a tal magrela, está virando moda. Demorou…

A campanha “descubra-se numa bicicleta” é bem elaborada, senão vejamos:

Há, na bicicleta, uma relação quase visceral, senão mística, entre o homem e a máquina.
Ali juntos, os dois são uma coisa só. Um depende do outro.

O pedal é uma extensão dos músculos da perna. Quando o pé escapa do pedal o músculo vai junto e o osso fica—é uma sensação diferente.
A correia quando pega no ossinho do lado de dentro do pé, nos projeta à infância com pungência indescritível. Embora suje a bainha da calça com seu óleo escuro e nodoso e quando a prende, até rasga e fere. Nada grave.Faz parte.

O assento é anatomicamente adaptado à nossos fundilhos.

Não há o incômodo para-brisa, nos somos o para-brisa e para choque. E nem a fria lataria de um carro entre nós e o mundo. É uma vida mais natural e isso nos fascina e é mais saudável, o que nos engrandece intimamente.

O cansaço parece agradável. Pois precede o bom sono. O bom humor. E a garantia que nosso coração e corpo estão mais garantidos. O que é bom a nosso ego.

A sorte está lançada. Agora nossas conquistas se medirão pelo pneu mais apropriado e pela sofisticação da bike e nossa indumentária perfeita e apropriada.

O ciclista é um pedestre com rodas. Mas agora é mais que isso. É moda. E se é moda não incomoda. As cidades se preparam com vias próprias. Os motoristas que também são ou serão ciclistas vão obedecer e aceitar “numa boa”.

Basta tocar a buzina pedindo espaço. Chato, mas é o que nos restou no mundo atual.

O QUE UMA CRIANÇA PRECISA…

O QUE UMA CRIANÇA PRECISA…

 

Uma criança precisa de amor dos pais e de todos que estão à sua volta. Desde a tenra idade ela nos vê como seus heróis, aos poucos isso vai se desvanecendo, pois observa que não somos tão infalíveis assim.

 

Mas chegando o DIA DA CRIANÇA, 12 de OUTUBRO, como escritor e sabendo, por isso mesmo, a importância das letras em nossa vida sugiro, aos pais, tios e avós, que comprem livros adequados a seus filhos. Hoje temos todo tipo de livro, desde para bebês onde uns de pano que se assemelham a uma almofada, onde a criança pode aprender o ritual de virar páginas, assim como receberá estímulos de tato, audição, visão e olfato. Na sequência, tem livros para todas as idades, com ilustrações, alto-relevo, e recursos que os assemelham aos brinquedos que se dispõem atualmente, os tornando mais atrativos.

 

Os pais mais interessados podem ler historinhas a seus filhos antes de dormir e num feriado ou domingo, em família, contar o que leu na semana e o casal questionar a história, fazendo-a interessante aos olhos do filho. Os pais podem mudar de voz, fazendo entonações para ser agradável à criança que, não parece, mas está atenta. Isso possibilita uma nova experiência com a leitura e desenvolve a criatividade e a imaginação do filho.

 

A criança que tem contato com os livros desde cedo é estimulada a criar cenários, personagens, histórias e ai começa a despertar suas primeiras indagações, curiosidades e perguntando, acaba sabendo, um saber que dificilmente esquecerá. Aumenta seu repertório de vocábulos, expande referências e amplia a comunicação com os outros e logo quando começar as aulas, ela terá muito mais facilidade no domínio da língua e da escrita. O gosto pelos livros ficará latente em sua personalidade desde cedo e será para sempre. Esta criança já terá meio caminho trilhado em sua vida, granjeado pelo saber.

 

Não espere pela pré-escola, o ensino em casa é muito importante.

 

Hoje em dia o mercado editorial possui publicações para crianças de todas as idades.

 

Quando um menino começa a se interessar pelo mágico mundo dos livros, todo pai pode ter certeza que está no caminho certo. Se ao entrar numa livraria a reação dele é como se estivesse numa loja de brinquedos, podemos nos sentir gratificados.

 

Aqui no FB é fácil ver quem lê e quem gosta de leitura, basta ver seus comentários, concordando ou não, postulando, inquerindo ou louvando o texto. Quem não lê, só curte, mas não sabe desenvolver um assunto, réplica ou tréplica do que lê.

 

Só assim, poderemos na admirável Terra das Letras- diz a escritora Ana Cecília Romeu- Nos permitir construir um reino soberano, partilhando com quem mais amamos.

O VELHO E O MAR

 

Um velho pescador aqui de SC, onde passeio e não falta peixe, me confessou todo o seu desencanto com a profissão.  Ele anda desiludido com seu comprador, a peixaria do supermercado do bairro. O pescador não é um cidadão comum, ele vê coisas e fatos que a gente nem observa, é como um artista que vai colocando suas ideias no pincel ou suas palavras que rimam.

 

O pescador vê no mar um generoso empório de proteínas, uma farmácia de nutrientes e um fabuloso alimento sadio à população. Um atol repleto de crustáceos e peixes, pródigo  em alimento, até as algas são nutrientes. O mar tem tudo que necessitamos me disse ele e nós não somos vistos com bons olhos e os intermediários querem só nos explorar.

 

Hoje, o mar está meio morto e muita sujeira é atirada na água, se tornando um m ar fechado e rugoso, mesquinho até para fornecer corvina.

 

Suas espumas sorriem um irônico sorriso de vingança. –É a natureza que se apresenta infame, ou justa—completa ele.

 

O mar era minha cesta básica, o seu prodigioso bazar era aberto diariamente a centenas de famílias que tinham tradição de pesca.

 

O espetáculo da rede agora é um ritual muito caro, necessitamos de alvarás, licenças e somos fiscalizados todo dia e novas leis surgem. Tudo assistimos no silêncio e na resignação.

 

O velho anda decepcionado com o mar, mas mais com as autoridades, com o governo.

 

Teve mês que o espinhel vinha carregado, a rede pesada, agora isso acabou.— O mar não está mais pra peixe doutor….! –Exclamou.

 

A pinga só nos fins de semana com uma farinhazinha, ralo de pirão.

 

O velho anda a procura das sutilezas das Bolsas de ajuda Federal. A realidade é inóspita e há muitas luas ele não pesca um peixão. –Peixão só em Brasília doutor—grita.

 

Como Santiago, de Hemingway, o velho da praia está precisando de uma heroica pescaria para não se sentir um morto vivo.

ISSO É UMA VERGONHA

 

Será que somos todos corruptos? Nascemos assim, com essa sina?  Será que a natureza nos pregou essa peça?  Seria a água ou o leite contaminado com esse vírus? Ou ele vem pelo ar que respiramos desde os primeiros minutos?

 

L.F. Veríssimo nos diz que quando morou em Paris era aconselhado a não dizer que era brasileiro. Pois lá é quase sinônimo de travesti.

 

Nos EUA somos conhecidos como caloteiros.

 

Nos filmes americanos o Brasil é citado como esconderijo de bandidos.

 

O Rio de Janeiro há muito tempo é citado como a terra do malandro, do indolente do encostado, do safado, gigolô e por ai afora. Agora é a época dos traficantes profissionais e bandidos. Que exemplo!

 

Vem ai uma dúvida: existiria então em nossa raça uma falha estrutural que frustra todas as tentativas de reforma-la. Atrevo-me a dizer: uma maldição mais forte que o remorso. Falando em remorso, este parece ser uma tônica que não existe… Aqui ninguém se arrepende de nada. Então é uma maldição…

 

É claro que o resto do mundo não deseja este contágio, que nos faz mais esperto do que os outros. E assim a frase: ”sabe como é…Ele é brasileiro”—circula por tudo…

 

Não nos satisfazemos com pequenas falcatruas. Cada vez vamos criando uma maior e nossa vontade é delirante, imensurável e embora já velhote e com o “pé na cova” ainda tramamos mais e mais… Para que?

 

Agora a moda não é mais milhões, mas é bilhões, logo será trilhões. Não nos enganemos.

 

Não se conhece ninguém que não pense em lucrar as custas de outro, que não queira levar vantagem. Empresários então nem se fala. É moda, já entrou na rotina. Político faz por convicção, aquele que mais rouba, desvia, é o melhor e mais poderoso. Tem a força, o comando.

 

Fica então a dúvida… É uma maldição, sina incurável ou é falta de educação mesmo?

 

 

 

 

O AMIGO DO HOMEM

O AMIGO DO HOMEM

Numa destas tardes maravilhosas de vento refrescante, em que no céu gaúcho tão anil quanto puro e lindo o sol bruxuleava reluzindo e jogando os seus últimos raios por sobre as várzeas longínquas de São Leopoldo/RS, descia à Rua Independência em meu carro e olhava, distraído, o povo que cruzava as ruas e passeava pelas calçadas largas a olhar vitrines elegantes. Sábado dia de muitas compras, de muita animação, as vitrines se mostravam mais sedutoras, mais atraentes…

Foi aí que notei uma aglomeração. Que seria? A curiosidade é um fato… Dizem que as mulheres são curiosas, e como nós homens descendemos diretamente de uma mulher, temos que puxar, forçosamente, um pouquinho… Que seria?

Qualquer assunto, qualquer motivo, faz o povo amontoar-se e me vi possuído de curiosidade louca de saber o que se passava. Estacionei e fui ver.

Rompi a multidão com um pouco de dificuldade, educadamente e pude ver o belo espetáculo que fascinava a multidão.

Espetáculo sim. Não era jogo e nem marido brigando e nem camelô com bichos e mágicas, nem assalto, graças a Deus,

No chão sentado, um homem maltrapilho vendia flores, cravos, copos de leite, rosas em pequenos buquês, lindos multicores e junto a ele, olhando-o contente, admirado, um cãozinho limpo, felpudo, branco, sustentava uma rosa branca na boca, um das flores que ele vendia. Era um mostruário vivo, encantador, radiante de alegria. Sim era uma banalidade, bem engendrada aquele mostruário.

O senhor maltrapilho depois de vender todas as flores levantou-se e misturou-se na multidão e apesar de tanta gente bem arrumada, com trajes caros, perfumadas, o cãozinho branco agora sem a flor na boca, seguiu incontinenti, a certa distância, como se fosse ordenança de um oficial superior… E não o perdia de vista, zingzagueando entre as pessoas.

O cheiro de seu dono ele reconhecia ao longe. Dos perfumes que rescendiam das pessoas elegantes com os trajes caros e bonitos, o cãozinho branco felpudo distinguia perfeitamente o cheiro de seu dono esfarrapado, com hálito de cachaça, mas aquele que com ele repartia sempre a sua mísera ração e sua pobre moradia, por certo.

Entraram numa rua transversal à rua que estava e perdi de vista os dois amigos inseparáveis que trabalhavam no seu delicado comércio de vender flores. Que coisa linda!

Foi então que me lembrei de uma belíssima canção popular, que não se escuta mais: “Pela estrada da vida subi morros, desci ladeiras e afinal te digo: Se entre os amigos encontrei cachorros, entre cachorros encontrei amigos!” BOA TARDE A TODOS OS AMIGOS.

A CURIOSIDADE DOS VELÓRIOS

A CURIOSIDADE DOS VELÓRIOS.

O escritor Mário A. Teixeira é enfático ao dizer que de nós nada escapa. Situações diversas é rotina em nossas vidas. E é verdade.

Acho que todos são assim, não só os escritores, só que nós acabamos, pela ansiedade, em divulgar, escrevendo, aquilo que vimos e sentimos no cotidiano.

Num velório não é diferente, pois ali se encontram amigos, parentes do morto que há muito não se viam e, lógico, algumas lembranças vem à tona.

Mas não dá para esquecer a presença do morto, ali quieto no seu esquife. A quem, ali presente, deveria render homenagens, recordar seus momentos com ele e demonstrar, resoluto, sua indignação e tristeza com o passamento do mesmo.

Mas não dá, nessas lembranças, ficar rindo às gargalhadas, pois isso destoará do ambiente fúnebre. E caracteriza, pelo menos aos circunstantes, uma falta de respeito, senão com o morto, que nada vê ou ouve, mas á sua sofrida e consternada família ali presente, por lógico.

O modo de vestir também é importante, e não como a moça de amarelo da foto, que choca.

Estes encontros ocasionais servem também para conhecermos parentes que nunca vimos.

O que é um despautério em vivência, pois conhecer nossos parentes é uma obrigação social e familiar, já que nossos avós e pais muito conviveram com eles.

— Pois estamos vivos e precisamos celebrar de forma positiva e isso não inclui velórios —nos diz o escritor..

Então está ai a oportunidade, na ocasião da despedida, deixar endereço e fone para um jantar e estreitar amizade ainda em vida, pois logicamente, voltaremos ali ou acola, numa situação semelhante e, se caso não voltarmos em vida, é porque o velório é nosso mesmo.

APA É PRESA EM MONTENEWGRO

PRISÃO DE APA EM MONTENEGRO

 

Uma agente penitenciária administrativa (APA) foi presa na manhã desta segunda-feira (28) por corrupção passiva e associação criminosa, em Montenegro, no Vale do Caí.

Segundo informações da Polícia Civil, a mulher, que trabalhava no almoxarifado da Penitenciária Modulada de Montenegro, é acusada de facilitar a entrada de celulares e drogas na casa prisional há aproximadamente, segundo a Civil, quatro meses.

Ela atuava ainda vendendo os entorpecentes e aparelhos aos detentos.

De acordo com a Delegacia Regional de Montenegro, o crime foi descoberto durante o cumprimento de um dos três mandados de busca e apreensão da Operação Mascate da Polícia Civil. Contudo, a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) afirma que a ação da agente já vinha sendo monitorada pelo setor de Inteligência do órgão. A agente, que não teve a identidade divulgada, foi encaminhada à Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre.

Texto-Divulgação SUSEPE

O MAU USO DA VERDADE

 

O MAU USO DA VERDADE.

 

Na atual conjectura de nossa TV vemos de tudo. O interesse mediático é vender alguma coisa.

 

É a sociedade do espetáculo e do consumo, que consiste na reprodução de ícones, imagens e rituais (sempre iguais) de políticos, religiosos(que pululam em certos canais) e valores e hábitos de consumo (anúncios), mormente tudo aquilo que falta na vida diária da maioria das pessoas comuns.

Os programas que mostram a vida de celebridades, atores, jogadores e políticos,  tudo é associado à venda de algum produto ou serviço.

 

São sensações imutáveis de aventuras, felicidade, imponência, ousadia e frenesi e com uma velocidade espantosa as imagens são usadas para enquadrar artificialmente a realidade, procurando converter as pessoas num ser autômato, anônimo e solitário.

É ai que nos damos conta que pertencemos a uma massa de consumidores idiotas.

 

Palavras como solidariedade, companheirismo, amizade, por exemplo, desapareceram na linguagem dessa sociedade do espetáculo e do consumo, porque são sentimentos imprescindíveis para fortalecer os laços sociais e afetivos entre as pessoas e as comunidades– nos diz o sociólogo Jackson C. Buonocore.

 

Nossa vida cotidiana é invadida com um turbilhão de imagens que torna cada vez mais difícil separarmos a ficção da realidade.

 

Em vez de informação cultural recebemos desinformação, banalidades.

 

Vemos, em época de eleição, agressores gratuitos mancharem nomes de pessoas sem nenhuma explicação plausível. Buscando manipular mudanças politicas, sociais e instituições a seu bel prazer. São manifestações psíquicas e estéreis de pessoas alienadas (só veem seus interesses) em detrimento do interesse dos outros ou da nação.

 

Essa desinformação é o mau uso da imagem. Ai quando nos damos conta já não há mais tempo para averiguações.

 

O contraponto é a mídia impressa e o uso adequado da internet que auxilia os leitores naquilo que ele precisa saber, pois nossos olhos e nosso manuseio são sensíveis e lógicos.

 

O perigo é o mau uso da verdade.

MOSAICO DE FAMILIA

MOSAICO DE FAMÍLIA

 

Mosaico é uma mistura de pequenas partes dando um colorido ou aparência a um desenho engendrado.

 

Já família é a célula que dá sustentação a um grupo de pessoas consanguíneas ou amparadas em lei.

 

Ela sempre existiu em todas as sociedades e vários modelos foram-se criando e se modificando através dos tempos—nos diz o sociólogo Jackson C.Buonocore.

 

Porém—completa—ao analisar a família não se pode pensar somente no modelo do núcleo patriarcal, pois ela vem apresentando novas facetas e experiências vivenciadas pela sociedade nas últimas décadas.

 

Hoje elas se compõem e se constituem em casais sem filhos, o que não caracterizaria a função familiar propriamente dita.

 

Também vemos três gerações sob o mesmo teto, num mosaico familiar enorme.

 

Também é normal assistirmos mãe ou pai educando e vivendo com os filhos, sem a caracterização da célula perfeita familiar.

 

Filhos que saem de casa para morar com amigos, com tios, com avós, irmãos ou até sós, fugindo ou afastando-se da família.

 

Nesse novo cenário cresce o numero de casais homo afetivos, inclusive adotando ou assumindo filhos do parceiro (a). Formando uma nova família, quiçá fora dos padrões antigos.

 

Essa relação é própria do Estado laico, com igualdade de tratamento de todos os envolvidos, visto que as relações estão associadas entre afeto e cumplicidade, envolvendo o mesmo sexo e ainda sob a proteção do Estado.

 

Nada disso evita as desavenças, rixas, pendengas judiciais, adultérios, abandono e negligência, onde se reproduzem na violência doméstica e na imaturidade das idades e cultura dos envolvidos, que ficam escondidas ou escancaradas neste mosaico familiar dos novos tempos e que amparados por lei, nos faz fechar os olhos e aceitar pacificamente.