BANALIZAÇÃO EFÊMERA? 

Penitenciaristas na Segurança Pública

AP Mario Mercio

Agente Penitenciário Mário Mércio

29  julho  –  mario.mercio@gmail.com

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Parece que não. O mal, a dor, o sofrimento, parece que está sendo banalizado no nosso meio.

 Cotidianamente vemos desastres, pessoas jogadas nas calçadas, crianças e jovens morrendo no tráfico e no uso das drogas ou mesmo por balas perdidas e parece que isso já é normal, dai a banalização se torna banal mesmo.

hannahOutrora Hannah Arendt, filósofa –teórica alemã (1906/1975),que hoje faria 110 anos, uma das maiores pensadoras do século XX, já definia que o mal pode ser banalizado, ou seja a forma mecânica e sem nenhum constrangimento de executar uma pessoa, animal ou mesmo assistir a dor e o desespero impassivelmente, principalmente pelo excesso populacional, pobreza e desemprego. A segurança fica falida.

 E isso vimos no governo nazista quando perpetuaram o genocídio contra os judeus, sem nenhum pejo, onde percebemos que a hostilidade era inerente ao ser humano, burocratizada para matar e fazer sofrer, com apoio de uma sociedade inteiramente perversa que nunca negou o apoio a seu líder maior, sem remorsos.

 Passado tantos anos, eis que a banalização surge alardeada pela imprensa sensacionalista e governos opacos que não se interessam pela dor do velho, da grávida parturiente ou do menino ferido, ao oferecerem hospitais sucateados que fazem mais mal do que já se encontram. Parece que não se importam com a dor e o sofrimento e que isso é normal e incontrolável.

 Ninguém mais se constrange, nem a mídia alarmista e nem o governo, e a sociedade parece pacata acostumada a estes desmandos. Só se movimentam quando sobe o ônibus ou atrasam seus salários.

 Vemos a banalização da violência e ninguém mais se condói com ela. O pai simbólico que é o Estado e o pai biológico que deveriam educar os seus filhos para enfrentar os desafios e as maldades do mundo ficam na espreita, sem nenhuma iniciativa de peso para evitar o sofrimento dessas.

 Vemos que no país são mais de cinco milhões de crianças que não possuem pais na sua identidade. Só isso basta para provar a tremenda irresponsabilidade dos homens e também das mocinhas que se deixaram seduzir, sem que seus pais tomassem atitudes para evitar. Ai vemos a maldade humana e a falência da figura paterna gerando angustia, que acaba suprida pelo consumismo de remédios e até drogas antidepressivas.

 Os presídios superlotados, carros nas ruas com sirenes ligadas a procura de feridos e mortos é o cotidiano que vivemos e o que fizemos para isso diminuir? Nada.

 Já se sabe que se não enveredarmos para a ressocialização dos presos a tendência é que daqui a 40 anos de cada 10 pessoas uma será presa ou envolta em crimes.

 É o Estado pagando por sua incompetência simplesmente pela banalização de seus atos que ignora o mal onde ele de fato está. (TRECHOS DO Livro: Penitenciária Central de minha autoria)

29  julho  –  mario.mercio@gmail.com

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CONHEÇAS-TE NO TRÂNSITO

Penitenciaristas na Segurança Pública

AP Mario Mercio

Agente Penitenciário Mário Mércio

15  julho  –  mario.mercio@gmail.com

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CONHEÇA-TE NO TRÂNSITO

Vivemos num crescente processo de aceleração e as pressões pululam por todos os lados em nossa vida, seja no lar, no trabalho, na escola ou no trânsito.

O assunto é trânsito. Avançar o sinal amarelo e o vermelho é só um detalhe. É o descumprir de regras, embora as regras sejam feitas para serem cumpridas.

São vantagens temporárias que mais caracterizam nosso caráter, que mesmo uma falta.

Pois as vantagens nem sempre são garantias de lucro. A urgência pode virar emergência hospitalar.

Mas o pior dessas investidas ilegais do dia a dia é o mau exemplo. No Rotary apreendi que vendo alguém jogar lixo pela janela do carro, dar uma buzinadinha para ele ver que alguém viu. Os erros não devem ser banalizados, esquecidos, ignorados.

Se todo vez que você, educadamente, polidamente, alertar quem errou, ele vai ter mais cuidado em errar e poderá, ainda, ser um divulgador positivo.

Eis que o trânsito é um espaço de relacionamento social, como qualquer outro. É um convívio literalmente.

Por isso, conheça-te no trânsito, nem precisa procurar um psicólogo, você vai saber se tem bom caráter, se for educado e calmo no trânsito e vai conhecer também seus amigos e parentes. Ali não dá para enganar ninguém, você vai se descobrir para o bem ou para o mal.

Você deve pensar que estando fechado dentro do veículo, com vidros fumê, pode fazer o que lhe “der na telha” e pode, claro, mas vai responder com pesadas multas e pior, vai dar mau exemplo. E ninguém quer ser mau exemplo.

–Seu veículo não é um aparato – diz a psicóloga Patrícia Spindler, e contunua: –que lhe outorga um poder ilimitado. Um carro pode ser uma arma que vai na contramão do bom senso e da preservação da saúde e da vida”…
E pior: baita mau exemplo. Conheça-te melhor no trânsito.

15  julho  –  mario.mercio@gmail.com

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