Nosso Passado

 20 de Abril de 2017 – mario.mercio@gmail.com
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   Há quem o compare à Caixa de Pandora, da mitologia grega, que deixava numa caixa todos os males do mundo, e ao abri-la todos saíram, menos a esperança.

   Mas é assim que temos de discordar. Nosso passado não é uma Caixa de Pandora com todos os males do mundo e nem fica nele só a esperança.

  A esperança está no presente e no futuro, não pode haver esperança no passado.

   Ficar olhando o passado é perda de tempo. Isso só nos leva a depressões ou entusiasmos inúteis.

   O foco deve ser o presente, com vistas ao futuro, usando o passado como fonte de guia e orientação.

  Barão de Itararé, humorista, já dizia: ”A oportunidade nunca é perdida. Alguém sempre vai aproveitar o que outro perdeu”. O gaúcho Itararé foi notável, quando se elegeu pelo PCB vereador no Rio com o slogan: “ mais leite com água e menos água no leite” e quando todos os colegas do PCB foram cassados ele bradou: “ Um dia é da caça e os outros da cassação”.

    E dai que concluímos que nosso passado é a lição para se refletir e não para se repetir.

   Uns até acreditam que o primeiro amor já é passado, mas outros acreditam que o último amor é o presente. Mas na verdade, o último amor é o melhor, o que não significa que o último amor não seja o primeiro

    Uma lição de pai para filho: –” Aproveite melhor o seu passado ou esqueça-o, trabalhe para o seu presente ou divirta-se e invista em seu futuro ou procure uma casa de repouso”.

   Nunca se apegue ao passado, ou ele se apegará a você. A vida é muito maior que um simples passado, ela é tão grande que tem até o Alzheimer que faz esquecer tudo.

Imagem retirada de: https://psico.online/blog/passado-presente-e-futuro/

20 de Abril de 2017 – mario.mercio@gmail.com
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A Máscara Humana

12 de Abril de 2017 – mario.mercio@gmail.com
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Conhecemos a história antiga em que romanos e gregos usavam máscaras em festas, teatros ou rituais profanos e sagrados. Era moda, o estilo da época. E o que é moda não incomoda!

Hoje, séculos depois, neste mundo sutil e sofisticado, roído pela insegurança e pela agressão, até a polícia federal usa sua própria máscara para se proteger.

Mas tem outras máscaras, umas que entraram dentro do rosto, dentro dos seres, dentro das pessoas. Essa é a mascara do medo, da covardia, da arrogância, da trapaça… E por ai vai.

Estamos vivendo na época do disfarce disfarçado em embuste.

Nada é tão hermético como um rosto fechado, sem identificação.

E nada é tão transparente como a máscara. Ela por si só se desmascara.

É como uma vitrine que ostenta suas promoções. A máscara humana é a vitrine aberta. Vemos através dela. Entramos ou não na loja pela vitrine. Mas comprar já é outra coisa.

A vitrine, que é máscara da loja, esconde, protege, defende seus interesses. Ela induz nosso erro que vem de nossa pureza, de nossa simpatia com a aparência revelada da máscara ali exposta.

Toda máscara é um enigma a ser desvendado, não revela seu íntimo.

Tom Jobim nos disse: “Eu não sou tão humilde quanto penso que sou! E como outros pensam que sou”.

Os tempos, agora são outros. A máscara fantasia é coisa do passado. Mudaram os habitantes, que foram morar em outros tempos.

E a máscara de ontem, virou rosto hoje, de alguma maneira, e nosso palco se agigantou num mundo totalmente mascarado, onde se diz o que se pensa e não o que se deve dizer.

E todo virou palco nos facebooks da vida e assumiu as proporções do universo totalmente mascarado, ao bel prazer de cada um, desenhando sua história e seu sarcasmo livremente.

É um espetáculo constrangedor, ver uma pessoa identificando-se com sua máscara.

E concluir que ele já não usa mais a máscara, porque ele mesmo já é a própria máscara.

E o homem vem e diz: –Eu sou o que sou.

12 de Abril de 2017 – mario.mercio@gmail.com
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