O MAU USO DA VERDADE

 

O MAU USO DA VERDADE.

 

Na atual conjectura de nossa TV vemos de tudo. O interesse mediático é vender alguma coisa.

 

É a sociedade do espetáculo e do consumo, que consiste na reprodução de ícones, imagens e rituais (sempre iguais) de políticos, religiosos(que pululam em certos canais) e valores e hábitos de consumo (anúncios), mormente tudo aquilo que falta na vida diária da maioria das pessoas comuns.

Os programas que mostram a vida de celebridades, atores, jogadores e políticos,  tudo é associado à venda de algum produto ou serviço.

 

São sensações imutáveis de aventuras, felicidade, imponência, ousadia e frenesi e com uma velocidade espantosa as imagens são usadas para enquadrar artificialmente a realidade, procurando converter as pessoas num ser autômato, anônimo e solitário.

É ai que nos damos conta que pertencemos a uma massa de consumidores idiotas.

 

Palavras como solidariedade, companheirismo, amizade, por exemplo, desapareceram na linguagem dessa sociedade do espetáculo e do consumo, porque são sentimentos imprescindíveis para fortalecer os laços sociais e afetivos entre as pessoas e as comunidades– nos diz o sociólogo Jackson C. Buonocore.

 

Nossa vida cotidiana é invadida com um turbilhão de imagens que torna cada vez mais difícil separarmos a ficção da realidade.

 

Em vez de informação cultural recebemos desinformação, banalidades.

 

Vemos, em época de eleição, agressores gratuitos mancharem nomes de pessoas sem nenhuma explicação plausível. Buscando manipular mudanças politicas, sociais e instituições a seu bel prazer. São manifestações psíquicas e estéreis de pessoas alienadas (só veem seus interesses) em detrimento do interesse dos outros ou da nação.

 

Essa desinformação é o mau uso da imagem. Ai quando nos damos conta já não há mais tempo para averiguações.

 

O contraponto é a mídia impressa e o uso adequado da internet que auxilia os leitores naquilo que ele precisa saber, pois nossos olhos e nosso manuseio são sensíveis e lógicos.

 

O perigo é o mau uso da verdade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *