A CURIOSIDADE DOS VELÓRIOS

A CURIOSIDADE DOS VELÓRIOS.

O escritor Mário A. Teixeira é enfático ao dizer que de nós nada escapa. Situações diversas é rotina em nossas vidas. E é verdade.

Acho que todos são assim, não só os escritores, só que nós acabamos, pela ansiedade, em divulgar, escrevendo, aquilo que vimos e sentimos no cotidiano.

Num velório não é diferente, pois ali se encontram amigos, parentes do morto que há muito não se viam e, lógico, algumas lembranças vem à tona.

Mas não dá para esquecer a presença do morto, ali quieto no seu esquife. A quem, ali presente, deveria render homenagens, recordar seus momentos com ele e demonstrar, resoluto, sua indignação e tristeza com o passamento do mesmo.

Mas não dá, nessas lembranças, ficar rindo às gargalhadas, pois isso destoará do ambiente fúnebre. E caracteriza, pelo menos aos circunstantes, uma falta de respeito, senão com o morto, que nada vê ou ouve, mas á sua sofrida e consternada família ali presente, por lógico.

O modo de vestir também é importante, e não como a moça de amarelo da foto, que choca.

Estes encontros ocasionais servem também para conhecermos parentes que nunca vimos.

O que é um despautério em vivência, pois conhecer nossos parentes é uma obrigação social e familiar, já que nossos avós e pais muito conviveram com eles.

— Pois estamos vivos e precisamos celebrar de forma positiva e isso não inclui velórios —nos diz o escritor..

Então está ai a oportunidade, na ocasião da despedida, deixar endereço e fone para um jantar e estreitar amizade ainda em vida, pois logicamente, voltaremos ali ou acola, numa situação semelhante e, se caso não voltarmos em vida, é porque o velório é nosso mesmo.