CHAPLIN É ETERNO

CHAPLIN É ETERNO.

 

No filme “Tempos Modernos” vemos um Chaplin nada moderno. Ele na sua simplicidade de vagabundo e inocente aprontando das suas.

 

Chaplin já faz parte de nosso patrimônio cultural e sentimental. Impossível não admirá-lo.

 

A gente o referencia mesmo sem ver. Gosta por obrigação.

 

Vejo que até as crianças de hoje, sem nenhum compromisso com este artista fora de época, mas nunca suplantado no seu gênero, assim mesmo o conhecem e o admiram.

 

Será mesmo que essa técnica livre de Chaplin não diz mais nada aos jovens de hoje, na era da TV e dos celulares avançados? Isso nos preocupa sim, o fim de deslumbramento.

 

Sua simples astúcia de comediante, a sua sabedoria irreverente de um gesto feito a dezenas de anos, quase um século, ainda nos faz rir. (nasceu em 16/4/1889 e faleceu na Suíça em 25/12(natal) de 1977 com 89 anos.)

 

A sua inocência nos deslumbrava. Jamais foi superada. E isso que nos filmes ele não falava, só mexia com o corpo, com os olhos, a boca e o andar brejeiro.

 

Chaplin não pertence a essa geração, mas pertence a todas as gerações. Ele simboliza a vítima de um mundo cruel. Mas não se mostrava tão vítima assim, usando e abusando do inesperado, para o riso geral.

 

A máquina do tempo não derrotou Carlitos, vagabundo por gerações. Não desestabilizou nossos filhos e netos.

 

Veríssimo disse: “Desconfio que as crianças das crianças rirão de nós, tanto quanto de Carlitos quando, no futuro, revirem os seus filmes e as nossas elegias..

 

*Na foto eu com um “protótipo” na Feira do Livro em Porto Alegre.

A MODA É SER LOUCO

A MODA É SER LOUCO

 

Conta-nos o Amorim, promotor de justiça, que loucos podem matar e ficarem libertos. Que nossa Constituição diz que os jurados são competentes e soberanos para julgar homicídios e tentativas e o Código de Processo Penal diz, por outro lado, que o julgador pode recusar o laudo, no todo ou em parte, mas se vê juízes que acham que a decisão deve ser deles e não dos jurados, evitando o Júri Popular e ( soberano ?), perpetuando a injustiça e a impunidade.

 

É sabido que o psicopata para o Direito Penal não é considerado louco, mas sim uma pessoa perversa ao extremo.

O que eles fazem? Ora mentem para todo mundo, e principalmente para o psiquiatra forense e o doutor acredita candidamente e acabamos tendo um laudo que mais é uma absolvição.

 

Sabe-se que os estudos que falam destes doidos varridos e malfeitores, e existem muitos em todos os lugares e profissões, são pródigos em afirmar que os psicopatas se proliferam em nossa sociedade, nas ruas, bancos, escolas, delegacias e demais policiais civis e militares e também no meio penitenciário, não só presos, mas também funcionários, alguns graduados até, que usam de sua fina psicopatia para envolver-se como exemplos e dignos e acabam fazendo atrocidades na função contra os próprios colegas, pois eles possuem muita facilidade em enganar as pessoas menos avisadas e até parecem exemplares cidadãos cônscios de suas obrigações: ledo engano.

 

Uns para enganar a polícia e até a justiça, chegam a tentarem o suicídio, como tiro na boca (bochecha) barriga da perna, ou entre as costelas para o começo de sua defesa processual após cometer crime ou crimes que pela ação louca, lhe emprestam essa imagem de loucos mesmos, ao ponto de tentarem contra sua própria vida.

 

Aqui no Brasil, contunua o promotor, este fato é muito comum onde a perícia psiquiátrica é feita com base em insuficientes elementos o que aumenta a margem de erros.

 

Recomenda à profissão de psiquiatria forense que os exames de verificação de inimputabilidade deve recolher variada quantidade e elementos para que possam aquilatar em todos os ângulos o acontecido.

 

Mas por falta mesmo de materiais apropriados disponíveis aos peritos, o que acontece é uma lamentável entrevista com o louco que está prá lá de sabido e a oitiva de alguns parentes e colegas que mais querem ver ele livre das grades.

 

E assim vemos estupradores, assassinos, soltos e disponíveis a um próximo ataque.

 

Loucos mesmo somos nós que aguentamos tudo isso!

A BIKE

A BIKE

A gasolina é o sangue do ocidente, isso há muitos anos. É o sangue que vale ouro preto.
Dai que o aumento dos preços dos barris veio atingir os países em desenvolvimento em cheio.

O consolo é que cá entre nós, ninguém jamais esqueceu como andar de bicicleta, a tal magrela, está virando moda. Demorou…

A campanha “descubra-se numa bicicleta” é bem elaborada, senão vejamos:

Há, na bicicleta, uma relação quase visceral, senão mística, entre o homem e a máquina.
Ali juntos, os dois são uma coisa só. Um depende do outro.

O pedal é uma extensão dos músculos da perna. Quando o pé escapa do pedal o músculo vai junto e o osso fica—é uma sensação diferente.
A correia quando pega no ossinho do lado de dentro do pé, nos projeta à infância com pungência indescritível. Embora suje a bainha da calça com seu óleo escuro e nodoso e quando a prende, até rasga e fere. Nada grave.Faz parte.

O assento é anatomicamente adaptado à nossos fundilhos.

Não há o incômodo para-brisa, nos somos o para-brisa e para choque. E nem a fria lataria de um carro entre nós e o mundo. É uma vida mais natural e isso nos fascina e é mais saudável, o que nos engrandece intimamente.

O cansaço parece agradável. Pois precede o bom sono. O bom humor. E a garantia que nosso coração e corpo estão mais garantidos. O que é bom a nosso ego.

A sorte está lançada. Agora nossas conquistas se medirão pelo pneu mais apropriado e pela sofisticação da bike e nossa indumentária perfeita e apropriada.

O ciclista é um pedestre com rodas. Mas agora é mais que isso. É moda. E se é moda não incomoda. As cidades se preparam com vias próprias. Os motoristas que também são ou serão ciclistas vão obedecer e aceitar “numa boa”.

Basta tocar a buzina pedindo espaço. Chato, mas é o que nos restou no mundo atual.

O QUE UMA CRIANÇA PRECISA…

O QUE UMA CRIANÇA PRECISA…

 

Uma criança precisa de amor dos pais e de todos que estão à sua volta. Desde a tenra idade ela nos vê como seus heróis, aos poucos isso vai se desvanecendo, pois observa que não somos tão infalíveis assim.

 

Mas chegando o DIA DA CRIANÇA, 12 de OUTUBRO, como escritor e sabendo, por isso mesmo, a importância das letras em nossa vida sugiro, aos pais, tios e avós, que comprem livros adequados a seus filhos. Hoje temos todo tipo de livro, desde para bebês onde uns de pano que se assemelham a uma almofada, onde a criança pode aprender o ritual de virar páginas, assim como receberá estímulos de tato, audição, visão e olfato. Na sequência, tem livros para todas as idades, com ilustrações, alto-relevo, e recursos que os assemelham aos brinquedos que se dispõem atualmente, os tornando mais atrativos.

 

Os pais mais interessados podem ler historinhas a seus filhos antes de dormir e num feriado ou domingo, em família, contar o que leu na semana e o casal questionar a história, fazendo-a interessante aos olhos do filho. Os pais podem mudar de voz, fazendo entonações para ser agradável à criança que, não parece, mas está atenta. Isso possibilita uma nova experiência com a leitura e desenvolve a criatividade e a imaginação do filho.

 

A criança que tem contato com os livros desde cedo é estimulada a criar cenários, personagens, histórias e ai começa a despertar suas primeiras indagações, curiosidades e perguntando, acaba sabendo, um saber que dificilmente esquecerá. Aumenta seu repertório de vocábulos, expande referências e amplia a comunicação com os outros e logo quando começar as aulas, ela terá muito mais facilidade no domínio da língua e da escrita. O gosto pelos livros ficará latente em sua personalidade desde cedo e será para sempre. Esta criança já terá meio caminho trilhado em sua vida, granjeado pelo saber.

 

Não espere pela pré-escola, o ensino em casa é muito importante.

 

Hoje em dia o mercado editorial possui publicações para crianças de todas as idades.

 

Quando um menino começa a se interessar pelo mágico mundo dos livros, todo pai pode ter certeza que está no caminho certo. Se ao entrar numa livraria a reação dele é como se estivesse numa loja de brinquedos, podemos nos sentir gratificados.

 

Aqui no FB é fácil ver quem lê e quem gosta de leitura, basta ver seus comentários, concordando ou não, postulando, inquerindo ou louvando o texto. Quem não lê, só curte, mas não sabe desenvolver um assunto, réplica ou tréplica do que lê.

 

Só assim, poderemos na admirável Terra das Letras- diz a escritora Ana Cecília Romeu- Nos permitir construir um reino soberano, partilhando com quem mais amamos.

O VELHO E O MAR

 

Um velho pescador aqui de SC, onde passeio e não falta peixe, me confessou todo o seu desencanto com a profissão.  Ele anda desiludido com seu comprador, a peixaria do supermercado do bairro. O pescador não é um cidadão comum, ele vê coisas e fatos que a gente nem observa, é como um artista que vai colocando suas ideias no pincel ou suas palavras que rimam.

 

O pescador vê no mar um generoso empório de proteínas, uma farmácia de nutrientes e um fabuloso alimento sadio à população. Um atol repleto de crustáceos e peixes, pródigo  em alimento, até as algas são nutrientes. O mar tem tudo que necessitamos me disse ele e nós não somos vistos com bons olhos e os intermediários querem só nos explorar.

 

Hoje, o mar está meio morto e muita sujeira é atirada na água, se tornando um m ar fechado e rugoso, mesquinho até para fornecer corvina.

 

Suas espumas sorriem um irônico sorriso de vingança. –É a natureza que se apresenta infame, ou justa—completa ele.

 

O mar era minha cesta básica, o seu prodigioso bazar era aberto diariamente a centenas de famílias que tinham tradição de pesca.

 

O espetáculo da rede agora é um ritual muito caro, necessitamos de alvarás, licenças e somos fiscalizados todo dia e novas leis surgem. Tudo assistimos no silêncio e na resignação.

 

O velho anda decepcionado com o mar, mas mais com as autoridades, com o governo.

 

Teve mês que o espinhel vinha carregado, a rede pesada, agora isso acabou.— O mar não está mais pra peixe doutor….! –Exclamou.

 

A pinga só nos fins de semana com uma farinhazinha, ralo de pirão.

 

O velho anda a procura das sutilezas das Bolsas de ajuda Federal. A realidade é inóspita e há muitas luas ele não pesca um peixão. –Peixão só em Brasília doutor—grita.

 

Como Santiago, de Hemingway, o velho da praia está precisando de uma heroica pescaria para não se sentir um morto vivo.

ISSO É UMA VERGONHA

 

Será que somos todos corruptos? Nascemos assim, com essa sina?  Será que a natureza nos pregou essa peça?  Seria a água ou o leite contaminado com esse vírus? Ou ele vem pelo ar que respiramos desde os primeiros minutos?

 

L.F. Veríssimo nos diz que quando morou em Paris era aconselhado a não dizer que era brasileiro. Pois lá é quase sinônimo de travesti.

 

Nos EUA somos conhecidos como caloteiros.

 

Nos filmes americanos o Brasil é citado como esconderijo de bandidos.

 

O Rio de Janeiro há muito tempo é citado como a terra do malandro, do indolente do encostado, do safado, gigolô e por ai afora. Agora é a época dos traficantes profissionais e bandidos. Que exemplo!

 

Vem ai uma dúvida: existiria então em nossa raça uma falha estrutural que frustra todas as tentativas de reforma-la. Atrevo-me a dizer: uma maldição mais forte que o remorso. Falando em remorso, este parece ser uma tônica que não existe… Aqui ninguém se arrepende de nada. Então é uma maldição…

 

É claro que o resto do mundo não deseja este contágio, que nos faz mais esperto do que os outros. E assim a frase: ”sabe como é…Ele é brasileiro”—circula por tudo…

 

Não nos satisfazemos com pequenas falcatruas. Cada vez vamos criando uma maior e nossa vontade é delirante, imensurável e embora já velhote e com o “pé na cova” ainda tramamos mais e mais… Para que?

 

Agora a moda não é mais milhões, mas é bilhões, logo será trilhões. Não nos enganemos.

 

Não se conhece ninguém que não pense em lucrar as custas de outro, que não queira levar vantagem. Empresários então nem se fala. É moda, já entrou na rotina. Político faz por convicção, aquele que mais rouba, desvia, é o melhor e mais poderoso. Tem a força, o comando.

 

Fica então a dúvida… É uma maldição, sina incurável ou é falta de educação mesmo?