ESTÁ DIFÍCIL ENTENDER…

ESTÁ DIFÍCIL ENTENDER …

 

Tem coisa difícil de entender. Por exemplo:

 

O Hino Nacional: cantamos por anos sem entender patavina, “Lábaro estrelado” “fulguras, oh, Brasil florão da América” e outras partes do Hino. E vibrarmos desfilando ou cantando.

 

Depois na Igreja escutamos o padre ou pastor citar a Bíblia, nomes nunca ouvidos e parábolas esquisitas e ficamos devendo mais esta. Mas rezávamos convictos que estávamos certos.

 

Escutávamos musicas dos Beatles, Ray Coniff, James Taylor e nunca entendíamos nada, só que era bom ouvir, ríamos e dançávamos como idiotas.

 

Depois veio o Zeca Pagodinho, Luiz Melodia com “lava roupa todo dia, que alegria, na quebrada da soleira…” E cantávamos felizes , mas não entendíamos nada.

 

Lemos O Guarany e Iracema de José de Alencar, o Primo Basílio de Eça de Queiroz e, Horas Sagradas de Magalhães de Azeredo e muitos outros clássicos de nossa literatura, inclusive Machado de Assis, e ficamos mais um vez devendo explicações e interpretações singulares.

 

Depois veio a política, ouvimos o culto aluno da Harvard Ciro Gomes, discutindo com Lula e votamos no Lula. Não entendíamos bulhufas do que Ciro falava, mas entendíamos certinho o que Lula falava e deu no que deu. Sem comentários.

 

Não dá para votar num candidato sem entender o que ele fala.

 

Ai brota de forma clara, direta, a grande operação montada para tornar inteligente aquilo que deve ser entendido.

 

De um lado Ciro falando bonitinho, impressionando, e de outro Lula com sua irreverência traduzida pelas massas como sinceridade, lealdade e Puft se elegeu.

 

Mas o Povo entendeu a mensagem e não adiantou aparecer Serra falando como professor e tentando fazer o povo entender…

 

Agora as pesquisas apontam para LULA na frente disparado. Alguém entende isso? Nem o PT entende e também não acredita. Mas o povo acredita…. Dá para ENTENDER?

 

* O povo nunca entendeu nada e nem vai entender, pois o povo não está preparado para entender.

 

Viva então aos marqueteiros, estes sim sabem o que querem e estão milionários, num país burro, burro de dar dó. E se Lula não for preso, vai acabar Presidente outra vez. Não duvidem!

 

Já se diz que cada POVO tem o governo que MERECE!

ENGOLIDOS PELA MARGINALIDADE

ENGOLIDOS PELA MARGINALIDADE

 

Essa é a realidade de nosso país. Não faltam exemplos, inicia no Rio e termina no Rio, mas abrange todo país, passando tudo pela capital federal da republiqueta.

 

Parece invenção ou até um alarde falso, mas não é.

 

Somos um país de gente inventiva, e entre essa trupe estão os gananciosos, doentes por ganância, pois não dá para explicar tamanha roubalheira das empresas, comerciantes, com a complacência benéfica própria de parte do funcionalismo, em todas as camadas, municipal à federal. Pois se vê, se ouve e se lê que os “manos” estão por todo lugar.

 

É já considerada pelos estudiosos, como Mauro Blankenheim, como uma SUB-RAÇA.

 

Isso é uma nova raça que se destaca no cenário nacional: OS MANOS.

 

Uma raça que não cabe nenhum preconceito e nem despreconceito, porque afinal—diz ele—ela não existe oficialmente.

 

É a verdadeira apoteose social de um país que se vê engolido, literalmente, pela marginalidade.

 

Os manos  é uma raça não definida em matizes, profissões ou cultura. São artistas do mal que passam engendrando golpes.

 

Ninguém mais do que eles conhece as artimanhas do poder e da polícia e alguns são especialistas nos trâmites judiciários.

 

Eles vão eleger quem bem entenderem. Eles negociam com a PGR, com a PF e se forem presos provisoriamente, passam na cadeia com regalias nunca vistas.

 

Eles são unidos e contra a força não há resistência.

 

UMA PRISÃO DIFERENTE

UMA PRISÃO DIFERENTE
 
Nós estamos acostumados a ver e ouvir tudo sobre prisioneiros. Mas devemos soltar nossa imaginação para procurar outras formas de prisão, que não as tradicionais, com grades.
 
Existe e como existem pessoas presas sem fazer crime algum que passam a viver na PRISÃO DE SEU PRÓPRIO CORPO.
 
Ai passamos a imaginar que uma pessoa tem uma vida salutar, aquilo que sempre quis e sonhou. Uma bela profissão, senão a que sonhava pelo menos aquela que lhe dá o sustento e a dignidade no seio familiar e social. Ela tem tudo em suas mãos, ao seu alcance, mas de repente sofre um AVC e após uma semana em coma, o que lhe sobra dessa vida é a visão.
 
Sim, por que o acidente lhe causou danos irreversíveis, é a síndrome “ locked-in” paralisou seu corpo, da cabeça aos pés, não seu cérebro. Só o que ele pode fazer é piscar os olhos. Não é agonizante pensar nessa situação? Mas isso não é nenhuma ficção, em sua cidade existem muitas pessoas assim, presas de seu próprio corpo.
 
Aí vem mais imaginações…. E se nós tivéssemos de fazer uma reavaliação de nossas vidas e pensássemos que de uma hora para outra tudo que nos restasse fosse apenas nossa memória e nossos olhos piscando para nos comunicar com nossos entes queridos? O que faríamos? Essa seria a pior das peças que nossa vida nos preparou… Colocando-nos numa lenta e insuportável ação do tempo. Eu não saberia responder agora, assim de supino, o que fazer.
 
Pois essa imaginação tem um personagem real. Ele conseguiu escrever um livro, que virou um belo filme, só escolhendo com o piscar dos olhos as letras, e através de seu livro ele se libertou. Nome do livro: “O Escafandro e a Borboleta”.
 
Escafandro, todos sabem, é aquele equipamento de mergulho, hermeticamente fechado, que os mergulhadores vestem… É uma alusão metafórica aos aparelhos nas quais ele vivia no casulo.
 
Borboleta é quando se liberta do casulo. Sua missão derradeira, aos 45 anos de idade, foi mostrar as pessoas, que se somos livres e capazes, temos o dever de viver a vida assim, sem sermos prisioneiros de nada, nem de medos ou de inseguranças.
 
E o mais importante: que a LIBERDADE está na capacidade de transformar sua imaginação numa ARTE.
 
Nome dele: Jean-Dominique Bauby, editor renomado da revista Elle. Faleceu logo após ser publicado seu livro.