O BRASIL DOENTE TEM C URA?

O BRASIL DOENTE TEM CURA?

 

Diz-se que precisamos adentrar o lado “claro”, o lado certo, limpo, correto.

 

É um lado sem geografia. Em todos os lugares ele deve ser claro.

 

A não ser para quem sonha com algum paraíso igualitário ainda possível. Pois nossa imaginação não tem limites.

 

Hoje é difícil conseguir uma paz total, uma separação do bom e do mau. As coisas e fatos passam se misturando no nosso cotidiano.

 

Nunca fomos, aqui no Brasil, um jardim de inocentes. Nunca fomos uma raça diferente, até porque não temos uma raça definida, somos uma miscigenação avançada, uma mistura de raças, o que nos faz, por outro lado, uma raça a ser ainda estudada.

 

Não se enganem, nunca fomos uma reserva de candura, sempre fomos ineficientes, mas simpáticos, e ironicamente um pais rico com mania de pobreza. Um país doente.

 

Nunca fomos uma potência, mas temos tudo para ser. Há remédios e cirurgias para isso.

 

Nossa história é cheia de canalhices esquecidas, mal contadas por historiadores relapsos.

 

Vimos anistias absurdas de ex-revolucionários e apátridas.

 

Será o nosso apego à pátria uma desculpa para aceitar o que é inviável e até pitoresco?

 

A pior poluição é a miséria e a pior miséria é uma economia envolta em corrupção ativa e passiva.

 

Mas se não podemos mudar nossa espécie humana, então precisamos que a espécie mude. E a espécie só muda com educação e disciplina, trabalho, ordem e progresso.

 

“O Brasil brasileiro” de Ari Barroso—nos diz Veríssimo—acabou.

 

E povo sadio e lugares higienizados estão escassos no velho hospital da república.

Parece que todos ficaram loucos. E lá virou um hospício. Mas de sem-vergonhas!

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