A CURIOSIDADE DOS VELÓRIOS

A CURIOSIDADE DOS VELÓRIOS.

O escritor Mário A. Teixeira é enfático ao dizer que de nós nada escapa. Situações diversas é rotina em nossas vidas. E é verdade.

Acho que todos são assim, não só os escritores, só que nós acabamos, pela ansiedade, em divulgar, escrevendo, aquilo que vimos e sentimos no cotidiano.

Num velório não é diferente, pois ali se encontram amigos, parentes do morto que há muito não se viam e, lógico, algumas lembranças vem à tona.

Mas não dá para esquecer a presença do morto, ali quieto no seu esquife. A quem, ali presente, deveria render homenagens, recordar seus momentos com ele e demonstrar, resoluto, sua indignação e tristeza com o passamento do mesmo.

Mas não dá, nessas lembranças, ficar rindo às gargalhadas, pois isso destoará do ambiente fúnebre. E caracteriza, pelo menos aos circunstantes, uma falta de respeito, senão com o morto, que nada vê ou ouve, mas á sua sofrida e consternada família ali presente, por lógico.

O modo de vestir também é importante, e não como a moça de amarelo da foto, que choca.

Estes encontros ocasionais servem também para conhecermos parentes que nunca vimos.

O que é um despautério em vivência, pois conhecer nossos parentes é uma obrigação social e familiar, já que nossos avós e pais muito conviveram com eles.

— Pois estamos vivos e precisamos celebrar de forma positiva e isso não inclui velórios —nos diz o escritor..

Então está ai a oportunidade, na ocasião da despedida, deixar endereço e fone para um jantar e estreitar amizade ainda em vida, pois logicamente, voltaremos ali ou acola, numa situação semelhante e, se caso não voltarmos em vida, é porque o velório é nosso mesmo.

APA É PRESA EM MONTENEWGRO

PRISÃO DE APA EM MONTENEGRO

 

Uma agente penitenciária administrativa (APA) foi presa na manhã desta segunda-feira (28) por corrupção passiva e associação criminosa, em Montenegro, no Vale do Caí.

Segundo informações da Polícia Civil, a mulher, que trabalhava no almoxarifado da Penitenciária Modulada de Montenegro, é acusada de facilitar a entrada de celulares e drogas na casa prisional há aproximadamente, segundo a Civil, quatro meses.

Ela atuava ainda vendendo os entorpecentes e aparelhos aos detentos.

De acordo com a Delegacia Regional de Montenegro, o crime foi descoberto durante o cumprimento de um dos três mandados de busca e apreensão da Operação Mascate da Polícia Civil. Contudo, a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) afirma que a ação da agente já vinha sendo monitorada pelo setor de Inteligência do órgão. A agente, que não teve a identidade divulgada, foi encaminhada à Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre.

Texto-Divulgação SUSEPE

O MAU USO DA VERDADE

 

O MAU USO DA VERDADE.

 

Na atual conjectura de nossa TV vemos de tudo. O interesse mediático é vender alguma coisa.

 

É a sociedade do espetáculo e do consumo, que consiste na reprodução de ícones, imagens e rituais (sempre iguais) de políticos, religiosos(que pululam em certos canais) e valores e hábitos de consumo (anúncios), mormente tudo aquilo que falta na vida diária da maioria das pessoas comuns.

Os programas que mostram a vida de celebridades, atores, jogadores e políticos,  tudo é associado à venda de algum produto ou serviço.

 

São sensações imutáveis de aventuras, felicidade, imponência, ousadia e frenesi e com uma velocidade espantosa as imagens são usadas para enquadrar artificialmente a realidade, procurando converter as pessoas num ser autômato, anônimo e solitário.

É ai que nos damos conta que pertencemos a uma massa de consumidores idiotas.

 

Palavras como solidariedade, companheirismo, amizade, por exemplo, desapareceram na linguagem dessa sociedade do espetáculo e do consumo, porque são sentimentos imprescindíveis para fortalecer os laços sociais e afetivos entre as pessoas e as comunidades– nos diz o sociólogo Jackson C. Buonocore.

 

Nossa vida cotidiana é invadida com um turbilhão de imagens que torna cada vez mais difícil separarmos a ficção da realidade.

 

Em vez de informação cultural recebemos desinformação, banalidades.

 

Vemos, em época de eleição, agressores gratuitos mancharem nomes de pessoas sem nenhuma explicação plausível. Buscando manipular mudanças politicas, sociais e instituições a seu bel prazer. São manifestações psíquicas e estéreis de pessoas alienadas (só veem seus interesses) em detrimento do interesse dos outros ou da nação.

 

Essa desinformação é o mau uso da imagem. Ai quando nos damos conta já não há mais tempo para averiguações.

 

O contraponto é a mídia impressa e o uso adequado da internet que auxilia os leitores naquilo que ele precisa saber, pois nossos olhos e nosso manuseio são sensíveis e lógicos.

 

O perigo é o mau uso da verdade.

MOSAICO DE FAMILIA

MOSAICO DE FAMÍLIA

 

Mosaico é uma mistura de pequenas partes dando um colorido ou aparência a um desenho engendrado.

 

Já família é a célula que dá sustentação a um grupo de pessoas consanguíneas ou amparadas em lei.

 

Ela sempre existiu em todas as sociedades e vários modelos foram-se criando e se modificando através dos tempos—nos diz o sociólogo Jackson C.Buonocore.

 

Porém—completa—ao analisar a família não se pode pensar somente no modelo do núcleo patriarcal, pois ela vem apresentando novas facetas e experiências vivenciadas pela sociedade nas últimas décadas.

 

Hoje elas se compõem e se constituem em casais sem filhos, o que não caracterizaria a função familiar propriamente dita.

 

Também vemos três gerações sob o mesmo teto, num mosaico familiar enorme.

 

Também é normal assistirmos mãe ou pai educando e vivendo com os filhos, sem a caracterização da célula perfeita familiar.

 

Filhos que saem de casa para morar com amigos, com tios, com avós, irmãos ou até sós, fugindo ou afastando-se da família.

 

Nesse novo cenário cresce o numero de casais homo afetivos, inclusive adotando ou assumindo filhos do parceiro (a). Formando uma nova família, quiçá fora dos padrões antigos.

 

Essa relação é própria do Estado laico, com igualdade de tratamento de todos os envolvidos, visto que as relações estão associadas entre afeto e cumplicidade, envolvendo o mesmo sexo e ainda sob a proteção do Estado.

 

Nada disso evita as desavenças, rixas, pendengas judiciais, adultérios, abandono e negligência, onde se reproduzem na violência doméstica e na imaturidade das idades e cultura dos envolvidos, que ficam escondidas ou escancaradas neste mosaico familiar dos novos tempos e que amparados por lei, nos faz fechar os olhos e aceitar pacificamente.

IPERGS

IPERGS

 

Um órgão que se arrasta na penúria através dos tempos.

 

Há 50 anos contribuo com o IPERGS. Tinham até financiamento de MORADIA ao funcionalismo. Davam FIANÇA de aluguel para funcionários públicos. Davam emprestimo para tratamento dentário.

 

Os médicos até há 10 anos cobravam só pela 1ª. consulta a segunda na entrega dos exames não era cobrada.

 

Logo estipularam um prazo de 10 dias para a 2ª. consulta não ser cobrada.

 

Depois não estipularam mais nada e cobram direto a 2ª. consulta, que na verdade é a que vai defini-la, já que o paciente estará com seus exames laboratoriais.

 

As consultas eram marcadas  no tempo de 1 a até sete dias. Hoje não são menor que 30 dias, quando não 60 ou 90 dias.

 

No Hospital Ernesto Dorneles não cobravam anestesia. Hoje cobram direto e depois o Ipe devolve uns 70% ou menos e ainda demora de 30 a 90 dias.

 

Os médicos, por sua vez, alegam não terem aumento do valor das consultas. Ora se nos cobravam pela 1ª consulta com a 2a tiveram 100% de aumento, para o IPE e para o associado..

 

E o coitado do funcionalismo paga antecipado, descontado de seu  salário todo mês.

 

O Ottomar Vivian foi um grande Presidente. Conhecedor profundo do IPERGS como ninguém é por décadas. Se ele não RESOLVE, ninguém mais resolverá…

 

Ainda bem que o desconto  pode ser cancelado e podemos optar por outra ASSISTÊNCIA. Se continuar assim, que venham PROPOSTAS.

DIA DOS PAIS

DIA DOS PAIS… Mas cadê o pai?

 

Sim, domingo é o dia dos PAIS, mas que pai? Onde está o pai de 37% das crianças nas periferias de nossas cidades? São crianças que não conhecem, não sabem ou não são reconhecidas como filhos, por algum pai ingrato que recebeu essa benção.

 

Estes pais existem sim, mas fogem de suas responsabilidades, e isso que estamos com leis e mais leis regulando esse assunto.

A estatística é alarmante ou gritante nos diz o Bispo de Novo Hamburgo D.Zeno,

 

Parece inacreditável que num mundo de alta tecnologia, com tantas possibilidades de identificação correta e rápida da paternidade, com regras tão claras sobre a responsabilidade paterna e ainda convivemos com essa verdadeira anomalia.

A moderna psicologia e a ciência humana em geral não se cansam de afirmar que os primeiros anos de vida são essenciais para formar o intelecto no desenvolvimento harmonioso das crianças.

 

E ai falta a figura paterna. Uma mãe que trabalha, que sustenta, que se mata pela cria, não pode ficar só nessa função e deixando com outros irmãos, com avós, tios ou em creches, a criança poderá não se desenvolver plenamente e esse ‘poderá” é que é o problema.

 

A voz autoritária, altiva e amorosa de um pai nunca será substituída.

 

A criança pode aceitar ou não o mundo em que vive. Na adolescência a situação piora e a tendência é a deterioração da personalidade para o mal, pois esse é mais atrativo.

 

Que este domingo, os pais não se ufanem tanto, e busquem se conscientizarem que um filho é uma enorme responsabilidade e que sua missão recém está começando.

 

Feliz dia dos pais, A TODOS OS PAIS RESPONSÁVEIS.

Aulas de criminalidade pela imprensa?

Aulas de criminalidade pela imprensa?

O papel da imprensa e os excessos nas notícias divulgadas.

Sem dúvida e pelas características democráticas em que vivemos há que se respeitar incondicionalmente a liberdade de imprensa, desde que esta não prejudique objetivos de segurança ou interfiram em assuntos policiais que não deveriam ser divulgados.

A análise da abrangência, também, da proteção dos conhecimentos sobre segurança operacional, deveriam ser segredos da polícia e não alarde das notícias.

Há vantagens em divulgações do “modus operandi” dos criminosos e da operacionalidade da segurança? Imagino que não.

Qual a vantagem da imprensa, dos repórteres, divulgarem detalhes dos crimes praticados? Na maioria das vezes o que ocorre nas reportagens sobre a criminalidade, (sequestros, assaltos, roubos ou furtos ou mesmo descobertas de tóxicos e carros furtados ou roubados) é que as técnicas utilizadas pelos marginais e da operação que os deteve, são divulgadas em detalhes, para todos. Verdadeira aula de como prender e como roubar patrocinada pela imprensa livre e democrática.

Quero dizer com isso que os crimes, os atos delituosos, devem sim ser noticiados sem a menor sombra de dúvida. Mas não os DETALHES das operações policiais, o acompanhamento e divulgação dessas operações e seus detalhes pela imprensa, o modo de agir dos criminosos, as técnicas utilizadas para os assaltos, sequestros, bem como como a POLÍCIA chegou até eles..

Também critico quem na maioria das entrevistas sobre crimes, mesmo integrantes de órgãos policiais ao serem entrevistados, muitas vezes pelo despreparo ou no afã de seu promoverem, informam todos os detalhes “ao vivo” e às vezes em “rede nacional”, detalhes esses que deveriam possuir características de sigilo para as investigações e que em nada levam de proveitoso para a população.

Essas ocorrências deveriam ser observadas pelas autoridades que se dizem entendedoras de segurança pública e da operacionalidade policial e todas as questões nela envolvidas.

Seria importante que os próprios organismos policiais divulgassem com maior frequência suas DICAS de Segurança para a população, com informações sobre locais mais perigosos da cidade, cuidados a serem tomados, procedimentos utilizados pelos bandidos e como a sociedade pode se defender disso tudo. Isso seria PRUDENTE E LOUVÁVEL. Mas nunca dizer como chegou ao bandido e nem a imprensa divulgar. Não interessa ao público saber COMO o crime foi descoberto e sim quem são os criminosos.

As informações, modus operacional e falhas dos bandidos serão visto como “Material didático” para o aprendizado ou aperfeiçoamento do crime. Isso é um fato.

Seria implícita a leitura no jornal ao diletante criminal, como uma seção: “Aprenda as últimas novidades e pratique seu delito com mais qualidade. Veja as falhas dos colegas e a ação policial”.

Os jornais e emissoras, por defenderem seus interesses econômicos e pela própria concorrência, usam e abusam do sensacionalismo para chamarem a atenção dos leitores.

Assim, no atual quadro, não observamos ainda nenhuma autoridade se pronunciar sobre o assunto. E em um ano político, pelo menos, seria por demais oportuno que o tema fosse investigado e alardeado e também aperfeiçoado, pois a persistir do jeito que está os “alunos” têm em suas casas farto “material didático” para o aprendizado do crime, como entrevistas, filmes, gravações, escutas, tipos de golpe e de assaltos, modalidade de roubos etc.

Países mais avançados têm uma legislação que permite apenas a divulgação dos fatos, de forma apenas a dar o conhecimento com o objetivo do cidadão se proteger, ou das autoridades melhorarem a segurança.

E assim, como resultado ou consequências: os outros criminosos que assistem às matérias aprendem e podem, com os dados obtidos, corrigir, aperfeiçoar suas técnicas no crime. E isso tudo divulgado no país inteiro de graça. Um verdadeiro Curso Técnico do Crime com aulas diárias.

Esta matéria é destinada ao público em geral, aos políticos (legisladores) e às autoridades das áreas de segurança.

É louvável que a lei assegure a liberdade de imprensa, desde que essa liberdade não provoque prejuízos lamentáveis para a própria população, que é a RAZÃO da própria IMPRENSA.

O ESCRITOR E O CÚMPLICE

O ESCRITOR e o CUMPLICE.

 

Já se diz que escrever é um dom. Acredito que seja. Pois dom não se procura, não se acha, ele aparece.

Desde cedo me atraia escrever. Ganhei concurso de redações desde a tenra idade e isso me motivou.

Adorava ler aquilo que escrevia e meus pais me elogiavam. Essa “força” foi fundamental e decisiva. Não para ganhar dinheiro, mas como prazer e lenitivo.

 

Acho um dom precioso envolver-me em enredos carregados de emoção, onde vejo os personagens atuarem e citá-los para que outros leiam. É gratificante, mormente quando gostam.

 

Mas escrever é um compromisso, é preciso saber escolher os textos e temas que no momento é notícia. Não adianta escrever sobre frio em época de calor. Nem de natação quando for copa do mundo. É necessário surpreender o leitor, fazê-lo pensar mais sobre o tema e mostrar o outro lado da questão. Abrir mentes é fazê-las raciocinar, pois estamos limitados à mesma notícia e saturados de mesmices.

 

É uma insistência que ao escritor é necessário. Mudar conceitos.

Não importa se criticam. É ruim, mas é necessário.

 

O tema usado, o artigo escrito, repensado não pertence mais a quem escreveu, pois está publicado. E lendo, o leitor poderá mudar o texto, adaptá-lo a sua realidade.

 

O escritor está ai para colaborar, pois sua mente é educada a observar, nem sempre criticar, colaborar é possível e o leitor é o elo que o liga, um não sobrevive sem o outro.

 

São cumplices.

 

3ª. feira PASSADA (25/7) foi seu dia. Salve salve AOS INÚMEROS BONS ESCRITORES  DAQUI.

DIA DO ESCRITOR 24/7

TENTATIVA FRUSTRADA NA PASC

Em menos de 24h, mais um drone foi abatido pelos agentes penitenciários, por volta das 20h, nesta quarta- feira (26), na Pasc

 

No equipamento continha dois celulares, dois carregadores e cocaína. Para o diretor do Departamento de Segurança e Execução Penal, Ângelo Carneiro, as tentativas de levar materiais ilícitos por meio de drone é um ato de desespero dos presos devido a intensificação de revistas nos estabelecimentos prisionais. Ângelo destacou a atuação dos servidores. “Até agora, nove drones já foram flagrados no perímetro da Pasc, sem êxito algum em conseguir deixar drogas e celulares lá”, disse o diretor.

 

BASE: Susepe.

Nenhuma sentença agrada a todos

NENHUMA SENTENÇA AGRADA A TODOS

 

Metade do país já sabia que Lula seria condenado.

 

A outra metade está dividida entre os incrédulos que continuam não acreditando na eficácia e os que não estão nem ai. Os neutros.

 

Vivemos num pais com maioria de ignorantes, pessoas que não estão nem ai para política, só futebol e, se der, fazem uma fezinha no “jogo do bixo”, no barzinho da esquina.

 

As provas contra Lula não eram inverossímeis, eram públicas. E é sabido que nessa seara jurídica elas são difíceis de serem conseguidas, e a nossa legislação colhe-a de várias maneiras, uma delas, a de testemunhas, depoimentos, perícias, contradições e evidências. Não necessita ser cabal, ser provada com “móvel do crime”, como uma arma, um pau. Ai se parte para a objetividade e a convicção.

 

Elas são robustas. Mas mesmo assim, essa parte “incrédula”, por conveniência, interesse, fanatismo, não acredita. E contra isso, não há nada a se fazer.

 

Lula já deu o que deveria dar. Teve seu apogeu. Mas como não estava preparado para tanta fama e pensando na sua família, resolver “dar o pulo do gato”. Literalmente!

 

E agora acabou. Nenhum brasileiro de sã consciência teria coragem de outorgar-lhe a presidência do país. Só se for do time dos “fanáticos”, que não há nada a fazer mesmo.

 

O prof. da FGV Ivar Hartmann é enfático: “ As instituições como a PF e PGR e TC, estão fazendo tudo, como talvez nunca fizeram, que esperássemos delas.

 

O Brasil está, de fato, numa plena democracia, onde ninguém, ninguém mesmo, está acima da Constituição. Elas estão funcionando, e bem.

 

Mas, alguns precisam entender que não é viável exigir resultados que sempre nos agradem.